A Ilha

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Publicação Original: CBME InFormação Nº 10
Data de publicação original: 01/04/2006

“Pensávamos que tínhamos um grande filme de ficção científica nas mãos, mas, após as conquistas anunciadas na Coréia do Sul, agora podemos falar de um filme de suspense contemporâneo”. Essas palavras foram ditas por Walter Parkes, produtor de “A ilha”, ao apresentar o filme à imprensa, em maio do ano passado.

 

 

A história de “A ilha”, escrita por Caspian Tredwell-Owen, gira em torno de um hipotético comércio futurista: pessoas disponibilizam seu material genético e financiam a reprodução, em laboratório, de seus próprios clones. Com isso, esperam ter uma reserva de órgãos com garantia contra rejeições clínicas – essa trama não deve ser confundida com a do livro de mesmo nome, escrito por Aldous Huxley (o autor de “admirável mundo novo”, obra que, aliás, em 1932 já falava da clonagem de humanos).

Quanto às conquistas sul-coreanas citadas por Parkes, foram recentemente desmentidas. Em janeiro, Hwang Woo-Suk, o cientista que havia anunciado a clonagem de humanos para retirada de células-tronco, pediu perdão por ter falsificado seus estudos. A história de Tredwell-Owen voltou a ser pura ficção científica!

Na verdade, Parkes havia sido infeliz em sua comparação, mesmo antes do anúncio de fraude nas pesquisas de Woo-Suk. Afinal, “A ilha” trata de um tipo de clonagem reprodutiva. No filme, seres humanos são criados, alimentados e condicionados psicologicamente para serem doadores ideais.

O processo de clonagem anunciado pelo sul-coreano, por sua vez, é do tipo terapêutico: embriões humanos seriam produzidos in vitro e forneceriam, antes do seu desenvolvimento, as cobiçadas células-tronco.

Essa prática, ainda pesquisada por cientistas de todo o mundo, poderia abrir caminho para a cura de diversas doenças degenerativas, já que esse tipo de célula tem a capacidade de assumir a função de praticamente qualquer tecido do organismo.

Mas, por enquanto, nesse admirável mundo novo, parece que as únicas clonagens humanas possíveis são as cópias de temas e títulos de obras de autores consagrados.

Felipe Moron é jornalista e licenciando em Ciências Exatas

 
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