Obesidade, Dieta, Exercícios e Metabolismo

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O Metabolismo, cujo principal objetivo é a produção de energia, é um conjunto de transformações químicas que ocorrem com os alimentos em nosso organismo. A energia produzida pelo metabolismo é chamada de taxa metabólica basal.

 

As atividades físicas realizadas no trabalho, lazer ou esporte, representam fenômenos da vida cotidiana que complementam essa taxa metabólica diária. Se a energia fornecida pelos alimentos que comemos diariamente for equivalente em conteúdo calórico, mantemos nossa composição corporal equilibrada. Mas se nos excedemos na ingestão calórica, a energia que sobra é armazenada no tecido adiposo, na forma de gordura.

 

A obesidade é caracterizada, então, pelo aumento do tecido adiposo. E o desequilíbrio no metabolismo energético, em que a quantidade de energia aumenta com a dieta, representa um dos fatores predominantes no ganho de peso. Faz-se aqui a primeira relação.

 

Embora essa relação pareça simples, é apenas parte do que ocorre. A dieta deve ser equilibrada não somente em relação ao conteúdo calórico, mas também em relação ao conteúdo nutricional. Os nutrientes possuem funções diferentes: carboidratos são metabolizados preferencialmente para o fornecimento de energia; as proteínas, para serem componentes de todos os tecidos e as gorduras para o armazenamento de energia – o que determina um maior potencial energético da gordura com relação aos outros nutrientes. Entretanto, o excesso de carboidratos – representados pelos doces e massas – no organismo dos animais é também transformado em gordura. Tais nutrientes precisam, portanto, ser ingeridos em proporções adequadas, a fim de manter um equilíbrio metabólico e saudável, conforme a tabela abaixo:

 

Refeições em quantidades exageradas e consumo de alimentos hipercalóricos (com muito carboidrato) ou gordurosos levam ao excesso de gordura que é estocada no tecido adiposo. Além disso, a maior ingestão de gorduras também interfere diretamente no metabolismo.

 

O entendimento científico atual do papel do tecido adiposo não só como depósito de gordura, mas também como tecido neuroendócrino (produtor do hormônio leptina) e regulador do metabolismo energético, tem orientado as pesquisas sobre tratamento da obesidade para novas dietas. Elas podem ser hipocalóricas ou baseadas na utilização de diferentes tipos de gordura, como a ômega 3. Aqui está a segunda relação.

 

Para ilustrar a terceira relação, há o caso da American Heart Association (AHA), que em 1992, baseada em evidências científicas acumuladas nas últimas décadas, anunciou oficialmente que a vida sedentária, conseqüência de alguns hábitos da vida moderna e de todo o conforto proporcionado pela tecnologia, “foi ascendida a fator de risco maior e independente de doença coronariana”.

 

Ou seja, embora o gasto energético proporcionado pelo exercício regular sem a associação com uma dieta hipocalórica não seja tão significativo na redução do peso corporal em obesos, estudos indicam que ele provoca alterações de regulação saudável no sistema metabólico.

 

Assim, os exercícios físicos aumentam ou preservam a massa magra, atenuam os fatores fisiopatológicos associados à obesidade, aumentam a capacidade física e reduzem os fatores de risco para outras doenças como as cardíacas, diabetes e hipertensão. Está fechada a terceira relação!

 

Publicação Original: CBME InFormação Nº 10, de 01/04/2006

 

 

 
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